COMUNICADO - Cenário Operações Marítimas

Prezados (as) Senhores (as) 


A seguir compartilhamos atualizações sobre o atual cenário nas operações marítimas:


Abaixo disponibilizamos estatísticas dos portos com as maiores filas de espera para atracação dos navios, Shanghai e Ningbo seguem com a pior performance neste momento com 108 embarcações a espera de atracação, o que demonstra uma melhora em comparação as últimas atualizações, que apresentavam uma média de 130 embarcações a espera de atracação.

Fonte: https://www.linerlytica.com/ atualização de 16 de maio

Esta informação poderia ser vista como positiva, não fosse o cenário caótico vivenciado nos principais portos da China, grande parte causado pelas omissões de navios (blank sailings) do mês de abril.


As omissões (14 ao longo dos 4 primeiros meses de 2024), somadas ao crescente volume de operações de alguns segmentos (em especial o automotivo), fizeram com que os fretes disparassem novamente, se aproximando de patamares da crise gerada pela pandemia de covid.


Preparamos um gráfico que demonstra a evolução média dos fretes, saindo de Shanghai para Santos nas últimas 6 semanas: 


E para piorar, as viagens mais demoradas, em especial dos serviços via EUROPA tornaram o ciclo de utilização dos containers mais longo e por consequência já são identificadas dificuldades para se obter alguns tipos de equipamentos, a matéria a seguir aborda este tema:

https://theloadstar.com/mounting-container-shortages-creating-total-havoc/ 


Em resumo, quem depender do mercado China deve se preparar, antecipando suas programações para o segundo semestres ou ampliando seus estoques para não sofrer com o desabastecimento, lembrando que o período de peak season ainda está distante, o que demonstra que nosso segundo semestre será desafiador se os armadores não alterarem seus planejamentos. 


Sobre o mercado europeu, Roterdam se manteve com a pior na performance, na última atualização foram registrados 40 navios aguardando atracação, seguindo de Hamburgo e Antuérpia com aprox. 30 navios a espera 

Neste continente destacamos as omissões de alguns navios devido as longas esperas nestes principais portos, principalmente da MSC, que tem suspendido as atrações as vésperas da data prevista para embarque. 


Já nos EUA as filas não são longas, mas os atrasos nas atracações raramente são inferiores a 1 semana e Port Everglades é um dos que mais têm apresentado atrasos 


No Brasil o cenário adverso segue igual dos meses anteriores, com atrasos sucessivos nos principais portos, em especial Santos e Navegantes, alcançando a média de 1 semana de espera para atracação. Isso ocorre principalmente pelo desequilíbrio geral nas programações de viagens dos navios, se há atraso na saída da origem, haverá atraso na chegada, causando este enorme congestionamento de navios, na última medição Santos tinha 9 navios aguardando para atracar, o que parece pouco com os outros portos no mundo, porém devido o número de berços disponíveis no porto o tempo de espera acaba sendo equivalente.


Em Navegantes o problema vem sendo ainda pior devido as constantes omissões de atracação, cada vez mais frequentes, independente da cia de navegação. A expectativa é que com a retomada de Itajaí este cenário melhore, o duro é acertar quando esta retomada ocorrerá. 


Seguiremos monitorando o cenário global visando oferecer a todos informações atualizadas para auxiliar na definição das melhores estratégias. 


20 de maio de 2024

27 de março de 2026
Empresas que começam o ano apenas executando tendem a reagir. Lidam com atrasos, custos inesperados e decisões tomadas sob pressão. Já as empresas que estruturam cenários iniciam o ciclo decidindo, com mais controle, clareza e capacidade de antecipação. No comércio exterior, essa diferença impacta diretamente a competitividade. O planejamento logístico anual é o que transforma operações instáveis em fluxos previsíveis. Mais do que organizar embarques, ele conecta estratégia, dados e execução ao longo de toda a cadeia. O que é planejamento logístico no comércio exterior e por que ele é decisivo Planejar a logística vai muito além de definir datas de embarque. Envolve revisar contratos, escolher modais, analisar riscos, prever custos e alinhar todos os elos da operação. Sem esse planejamento, a empresa fica exposta a variações de frete, congestionamentos portuários, mudanças regulatórias e oscilações cambiais. Com ele, é possível antecipar cenários e tomar decisões mais inteligentes ao longo do ano. Como a previsibilidade impacta custo, prazo e risco Previsibilidade não significa eliminar imprevistos, mas reduzir sua frequência e impacto. Quando a operação é previsível, a empresa consegue: Reduzir custos com armazenagem, demurrage e fretes emergenciais Aumentar a confiabilidade dos prazos de entrega Diminuir riscos operacionais e financeiros Melhorar o nível de serviço ao cliente No fim, previsibilidade é sinônimo de controle. Erros comuns de quem planeja no automático Muitas empresas acreditam que repetir o planejamento do ano anterior é suficiente. Esse é um dos principais erros. O cenário logístico global muda constantemente, e ignorar isso pode gerar prejuízos relevantes. Outros erros frequentes incluem: Não revisar contratos logísticos e acordos com fornecedores Ignorar sazonalidades e picos de demanda Desconsiderar riscos geopolíticos e operacionais Trabalhar sem indicadores claros de desempenho Como mapear o calendário logístico do ano Um bom planejamento começa com a leitura do calendário. Isso inclui identificar: Períodos de alta demanda no mercado internacional Feriados nacionais e internacionais que impactam operações Janelas críticas em portos e aeroportos Possíveis períodos de greve ou instabilidade Esse mapeamento permite distribuir melhor os embarques e evitar gargalos. Passo a passo para estruturar um plano logístico anual Para construir um planejamento sólido, alguns passos são essenciais: Revisar o histórico de operações e identificar gargalos Projetar volumes de importação e exportação Definir modais e rotas mais eficientes Negociar contratos com antecedência Criar cenários alternativos para situações críticas Esse processo transforma a logística em uma ferramenta estratégica, e não apenas operacional. Integração com fiscal, financeiro e estoque A logística não pode ser planejada de forma isolada. Ela impacta diretamente o custo total da operação, conhecido como landed cost, além do capital de giro e da gestão de estoques. Quando há integração entre áreas, a empresa consegue: Evitar excesso ou falta de estoque Planejar melhor o fluxo de caixa Reduzir custos tributários e operacionais Tecnologia e visibilidade em tempo real Em 2026, não há espaço para operações sem visibilidade. O uso de tecnologia permite acompanhar cada etapa do processo, com dados como: Status de embarques Previsão de chegada, ETA e saída, ETD Indicadores de desempenho logístico Essa rastreabilidade aumenta a capacidade de resposta e melhora a tomada de decisão. Métricas de previsibilidade Medir é essencial para evoluir. Algumas métricas importantes incluem: Variabilidade de prazo entre embarques Oscilação de custos logísticos Nível de cumprimento de prazos acordados Frequência de ocorrências operacionais Com esses dados, a empresa deixa de agir por percepção e passa a agir por evidência. Tendências que aumentam a previsibilidade O uso de analytics, inteligência artificial e simulação de cenários já é uma realidade. Essas ferramentas permitem prever riscos e otimizar decisões com base em dados históricos e projeções. Além disso, a digitalização de processos aduaneiros e a integração entre sistemas estão tornando as operações mais ágeis e transparentes. Comece o ano decidindo, não reagindo Estruturar o planejamento logístico anual é o que separa empresas que correm atrás de problemas daquelas que constroem vantagem competitiva. A CGVale atua como parceira estratégica nesse processo, oferecendo soluções integradas que conectam todas as etapas da cadeia logística com eficiência, previsibilidade e controle. Com o suporte certo, sua operação deixa de depender de sorte e passa a operar com inteligência ao longo de todo o ano. Conheça a CGVAle A CG VALE é especialista em soluções integradas de logística com atuação em todo território nacional. Com foco em eficiência, ajuda empresas brasileiras a reduzir custos e cumprir prazos em suas operações de comércio exterior. Saiba mais em www.cgvale.com.br .
6 de fevereiro de 2026
Entenda o cronograma de desligamento da LI e DI no Siscomex, os impactos da migração para DUIMP e LPCO e como preparar sua empresa para o Novo Processo de Importação até 2026.
23 de janeiro de 2026
Todos os anos, entre janeiro e fevereiro, a logística global passa por um dos períodos mais críticos do calendário internacional : o Ano Novo Chinês . Apesar de amplamente conhecido, seus impactos ainda são subestimados por muitas empresas , especialmente aquelas que operam com importação e cadeias produtivas dependentes da Ásia. Mais do que uma data cultural, o Ano Novo Chinês é um evento sistêmico , que afeta produção, transporte, prazos, custos e previsibilidade logística em escala global. Neste artigo, a CGVale apresenta uma leitura factual, estratégica e prática sobre o tema — indo além da superfície e conectando o impacto real ao planejamento inteligente das operações . O que é o Ano Novo Chinês — e por que ele afeta o mundo inteiro O Ano Novo Chinês (Festival da Primavera) é o principal feriado da China. Diferente do calendário ocidental, sua data varia conforme o calendário lunar, normalmente ocorrendo entre final de janeiro e meados de fevereiro . Impactos diretos na China Paralisação parcial ou total de fábricas Redução drástica da mão de obra operacional Operação limitada em portos, terminais e transportadoras Migração interna de milhões de trabalhadores Segundo dados do Ministério dos Transportes da China , mais de 3 bilhões de deslocamentos internos ocorrem durante o período festivo, afetando diretamente a disponibilidade de trabalhadores industriais e logísticos. Por que o impacto vai muito além da China A China responde hoje por aproximadamente: 28% da produção industrial global Fonte: Banco Mundial Mais de 30% do volume mundial de contêineres Fonte: UNCTAD – United Nations Conference on Trade and Development Principal elo de cadeias produtivas nos setores eletrônico, farmacêutico, químico, automotivo e bens de consumo Ou seja: quando a China desacelera, o mundo inteiro sente . Principais impactos logísticos observados no período 1. Paradas e atrasos na produção Mesmo fábricas que anunciam “funcionamento parcial” enfrentam: Falta de operadores qualificados Interrupção de linhas produtivas Redução de eficiência 🔎 Estudo da McKinsey aponta quedas médias de 30% a 50% na capacidade produtiva industrial durante o período. 2. Congestionamento portuário antes e depois do feriado Antes do Ano Novo Chinês: Corrida por embarques Aumento na demanda por contêineres Elevação do frete internacional Após o feriado: Acúmulo de cargas represadas Filas nos principais portos da China Demora na normalização das rotas 📊 Dados da Drewry Shipping indicam que o tempo médio de normalização logística pode levar de 3 a 6 semanas após o feriado. 3. Aumento de custos logísticos É comum observar: Alta no frete marítimo e aéreo Taxas extras de urgência Custos com armazenagem e demurrage 📈 Historicamente, o frete marítimo Ásia–América Latina pode registrar aumentos entre 15% e 30% no período pré-feriado. 4. Efeito dominó nas cadeias globais Atrasos na origem impactam: Indústrias no Brasil Distribuição Planejamento de vendas Cumprimento de contratos Ou seja, o problema não é apenas logístico — é estratégico e financeiro . Onde muitas empresas erram O erro mais comum não é desconhecer o feriado. É tratar o Ano Novo Chinês como um evento isolado , e não como um fenômeno previsível e recorrente . Principais falhas: Planejamento tardio Dependência de um único fornecedor Falta de visibilidade da cadeia Ausência de diagnóstico logístico estruturado O papel da CGVale: antecipar, diagnosticar e proteger operações Na CGVale, o Ano Novo Chinês não é tratado como surpresa , mas como variável estratégica do planejamento anual . Nossa abordagem se baseia em três pilares: 1. Diagnóstico antecipado da operação Mapeamento de fornecedores críticos Análise de lead times reais Avaliação de riscos logísticos e regulatórios 2. Planejamento logístico inteligente Antecipação de embarques Redefinição de modais quando necessário Estratégias de estoque e calendário de compras 3. Gestão ativa e consultiva Monitoramento contínuo Comunicação clara com o cliente Atuação preventiva, não reativa Logística eficiente não é correr atrás do prejuízo. É evitar que ele aconteça. Ano Novo Chinês: problema ou oportunidade? Empresas que tratam o período apenas como “um atraso inevitável” perdem competitividade. Já aquelas que: Planejam com antecedência Trabalham com parceiros especialistas Usam dados e diagnóstico 👉 Transformam risco em vantagem competitiva. Conclusão O Ano Novo Chinês é um dos maiores testes de maturidade logística de uma empresa. Mais do que entender o que acontece , é fundamental saber: Quando acontece Como afeta sua operação O que fazer antes, durante e depois A CGVale atua exatamente nesse ponto:  conectando inteligência, estratégia e execução , para que sua empresa opere com segurança, previsibilidade e eficiência , mesmo nos cenários mais desafiadores da logística global. Quer entender como esse impacto se aplica à sua operação? 📲 Fale com os especialistas da CGVale e agende um Diagnóstico Logístico Estratégico CGVale – Gestão com inteligência, segurança com estratégia.