Desligamento da Licença de Importação (LI) e Declaração de Importação (DI): cronograma, impactos e como se preparar

A implantação do Novo Processo de Importação (NPI) representa uma das mudanças mais relevantes do comércio exterior brasileiro nas últimas décadas. 


O desligamento gradual da Licença de Importação (LI) e da Declaração de Importação (DI) no Siscomex faz parte desse movimento e exige atenção imediata de empresas que atuam com importação, exportação e comércio internacional.


O interesse pelo cronograma de desligamento LI/DI cresce à medida que prazos se aproximam e operações tradicionais passam a ser migradas para DUIMP e LPCO no Portal Único de Comércio Exterior. 


Este artigo explica por que o LI/DI está sendo desligado, como funciona o cronograma, quais operações são afetadas e como transformar essa mudança em uma oportunidade estratégica.


Por que o Siscomex LI/DI está sendo desligado e qual o objetivo do Novo Processo de Importação?

O desligamento do Siscomex LI/DI faz parte da modernização estrutural do comércio exterior brasileiro. O modelo anterior, baseado em múltiplos sistemas, documentos redundantes e etapas fragmentadas, gerava retrabalho, atrasos logísticos e baixa previsibilidade financeira.


O Novo Processo de Importação foi desenvolvido para centralizar informações, integrar órgãos anuentes e reduzir a complexidade operacional. 


A DUIMP substitui a DI e consolida dados da importação em um único documento digital. Já o LPCO concentra licenças, permissões e certificados, eliminando a necessidade de múltiplas LIs para operações recorrentes.


A expectativa oficial é que, até 2026, todas as importações estejam integralmente adaptadas ao novo modelo, com o desligamento total do LI/DI, salvo exceções técnicas previamente comunicadas.


O que é o cronograma de desligamento LI/DI e como ele funciona?

O cronograma de desligamento LI/DI define as datas a partir das quais determinadas operações deixam de ser registradas no modelo antigo e passam a ser obrigatoriamente realizadas via DUIMP e LPCO no Portal Único.


Esse cronograma é faseado e não ocorre de forma abrupta. Cada etapa depende de validações técnicas, testes com o setor privado e adesão dos órgãos anuentes envolvidos. O objetivo é reduzir riscos sistêmicos e garantir estabilidade durante a transição.


Na prática, isso significa que, a partir de determinadas datas, o importador não conseguirá mais registrar LI ou DI para operações específicas, sendo obrigado a utilizar os novos módulos do NPI.


Principais datas do cronograma de desligamento LI/DI em 2025 e 2026

O cronograma é estruturado por tipo de operação, modal logístico, regime aduaneiro e participação de órgãos anuentes. Entre 2025 e 2026, estão previstos os marcos mais relevantes do processo de desligamento.


Alguns pontos de atenção incluem:

  • Datas distintas para o desligamento da LI e da DI, conforme o tipo de mercadoria
  • Prazos específicos para nacionalização de mercadorias em regimes como Depósito Especial
  • Operações com prazo final de regularização que podem se estender até 01/12/2026


A ausência de acompanhamento próximo dessas datas pode resultar em impedimento de registro, atrasos na liberação aduaneira e impactos diretos no planejamento logístico e financeiro.


Quais operações deixam de usar LI/DI em cada fase do cronograma?

Nem todas as operações são desligadas ao mesmo tempo. O cronograma considera fatores como:

  • Modal de transporte
  • Regime aduaneiro aplicado
  • Existência de órgãos anuentes
  • Complexidade regulatória da mercadoria


As operações mais simples e já aderentes ao Portal Único tendem a migrar primeiro. Processos mais complexos permanecem temporariamente no modelo antigo até que todos os requisitos técnicos estejam disponíveis no novo sistema.


Situações especiais no cronograma: quando ainda será possível usar LI/DI?

Existem situações em que o uso do LI/DI permanece autorizado, mesmo após determinadas fases do cronograma. Isso ocorre principalmente quando a operação ainda não pode ser realizada via DUIMP por limitação sistêmica ou regulatória.


Nesses casos, a Receita Federal e a Secex mantêm o uso do modelo antigo até nova orientação oficial. É fundamental acompanhar comunicados formais para evitar interpretações equivocadas.


Como funcionam os casos com múltiplos órgãos anuentes no desligamento do LI/DI?

Mercadorias sujeitas à anuência de mais de um órgão representam um ponto crítico da transição. O desligamento só ocorre quando todos os órgãos envolvidos estiverem plenamente integrados ao novo módulo do Portal Único.


Enquanto isso não acontece, essas operações continuam utilizando LI/DI. Esse é um dos principais motivos para a existência de exceções no cronograma e exige atenção especial das áreas de compliance e jurídico tributário.


O que muda na rotina do importador com o fim do LI/DI?

Na prática, a DUIMP passa a ser o eixo central da importação. Ela reúne informações aduaneiras, fiscais, logísticas e comerciais em um único fluxo digital, reduzindo redundâncias e aumentando a rastreabilidade do processo.


O LPCO, por sua vez, permite que licenças e certificados sejam reutilizados em múltiplas operações, desde que respeitados os critérios regulatórios. Isso reduz retrabalho, tempo de análise e custos operacionais.


Para o importador, essa mudança impacta diretamente o planejamento logístico, financeiro e tributário, exigindo maior integração entre áreas internas.


DUIMP e LPCO na prática: como ficam licenças e registros de importação?

Com o NPI, a lógica deixa de ser documental e passa a ser processual. Em vez de registrar uma LI para cada operação, o importador trabalha com LPCOs parametrizados, vinculados à DUIMP no momento adequado do fluxo.


Os principais ganhos esperados incluem:

  • Redução de etapas manuais
  • Menor risco de erro operacional
  • Maior previsibilidade de prazos
  • Melhor controle de compliance regulatório


Passo a passo para preparar sua empresa para o desligamento do LI/DI

A preparação para o desligamento do LI/DI deve ser estruturada e antecipada. Algumas ações são fundamentais:

  • Mapear processos que ainda utilizam LI e DI
  • Verificar se produtos, NCMs e regimes já estão habilitados na DUIMP
  • Atualizar sistemas internos integrados ao Portal Único
  • Capacitar equipes operacionais, fiscais e financeiras


A ausência desse preparo tende a gerar gargalos justamente nos momentos críticos da operação.


Boas práticas de compliance na migração para DUIMP e LPCO

Além da adaptação técnica, o compliance ganha protagonismo no novo modelo. Boas práticas incluem revisão de cadastros, alinhamento com fornecedores e despachantes e acompanhamento contínuo das normas publicadas pelos órgãos competentes.


Empresas que tratam a migração como um projeto estruturado reduzem significativamente o risco de autuações, multas e paralisações operacionais.


Perguntas frequentes sobre o cronograma de desligamento LI/DI

Entre as dúvidas mais comuns dos importadores estão:

  • Até quando posso registrar LI ou DI já aprovadas?
  • O que acontece com LIs emitidas antes da data de desligamento?
  • É possível substituir uma LI antiga por LPCO?
  • Como ficam regimes especiais como drawback?


Cada resposta depende do enquadramento específico da operação, reforçando a importância de análise técnica individualizada.


Riscos de não se adaptar ao novo cronograma: atrasos, custos e autuações

Ignorar o cronograma de desligamento LI/DI expõe a empresa a riscos relevantes, como:

  • Bloqueio no registro da importação
  • Aumento de custos logísticos por atraso
  • Impactos no planejamento financeiro
  • Risco de autuações por descumprimento regulatório


Esses efeitos não são teóricos e já vêm sendo observados em operações que não se anteciparam à transição.


Como transformar o desligamento do LI/DI em vantagem competitiva

Apesar dos desafios, o NPI abre espaço para ganhos estratégicos. Empresas que antecipam a adaptação conseguem redesenhar processos, reduzir prazos e melhorar a previsibilidade das operações de importação e exportação.


A integração entre logística, planejamento tributário e planejamento financeiro se torna mais eficiente, fortalecendo a tomada de decisão estratégica.


O papel do NPI na modernização do comércio exterior brasileiro

O Novo Processo de Importação não é apenas uma mudança sistêmica. Ele redefine a forma como o comércio exterior brasileiro opera, aproximando o país de padrões internacionais de eficiência e transparência.


Para empresas que atuam em comércio internacional, compreender e se adaptar ao NPI deixa de ser uma obrigação operacional e passa a ser uma decisão estratégica de longo prazo.


Conclusão

O desligamento da Licença de Importação e da Declaração de Importação marca uma nova etapa do comércio exterior no Brasil. O cronograma de transição exige atenção, preparo e visão estratégica.


Empresas que tratam essa mudança de forma reativa tendem a enfrentar atrasos e custos. Já aquelas que se antecipam transformam o NPI em uma alavanca de eficiência, previsibilidade e competitividade no comércio internacional.


Conheça a CGVAle

O desligamento da LI e da DI não é apenas uma mudança operacional, mas um marco estratégico para quem atua no comércio exterior. Antecipar-se ao cronograma, compreender os impactos da DUIMP e do LPCO e ajustar processos internos são decisões que reduzem riscos, custos e incertezas ao longo da transição. 


Com atuação consultiva e foco em planejamento logístico, tributário e financeiro, a CGVale apoia empresas na adaptação ao Novo Processo de Importação, garantindo conformidade, previsibilidade e segurança em cada etapa das operações internacionais.


A CG VALE é especialista em soluções integradas de logística com atuação em todo território nacional. Com foco em eficiência, ajuda empresas brasileiras a reduzir custos e cumprir prazos em suas operações de comércio exterior. Saiba mais em www.cgvale.com.br.

21 de maio de 2026
O que é gestão de risco no comércio exterior? A gestão de risco no comércio exterior é o conjunto de estratégias, processos e ferramentas utilizados para identificar, analisar e mitigar fatores que podem impactar operações de importação e exportação. Em 2026, esse tema deixa de ser operacional e passa a ser estratégico. Empresas que estruturam uma gestão de risco eficiente conseguem reduzir custos, evitar interrupções logísticas e manter a previsibilidade financeira. Por que a gestão de risco virou prioridade em 2026? O cenário global está mais instável e exigente. Entre os principais fatores que elevam o nível de risco nas operações internacionais, destacam-se: aumento de políticas protecionistas e novas barreiras comerciais maior rigor em exigências de sustentabilidade e critérios ESG volatilidade cambial e instabilidade econômica cadeias logísticas mais complexas e sensíveis a falhas menor tolerância a erros operacionais e atrasos Nesse contexto, operar sem planejamento deixou de ser uma opção viável. Quais são os principais riscos no comércio exterior? Empresas que atuam com importação e exportação precisam lidar com diferentes tipos de risco. Os mais relevantes em 2026 incluem: Risco cambial e financeiro Oscilações no câmbio impactam diretamente custos de importação e receitas de exportação. Sem proteção, a margem da operação pode ser comprometida rapidamente. Riscos logísticos Atrasos em portos e aeroportos, aumento no valor do frete e falhas na cadeia de suprimentos afetam prazos e custos. Riscos regulatórios e tarifários Mudanças em tarifas, barreiras técnicas e regras de origem podem limitar o acesso a mercados internacionais. Riscos de compliance e documentação Erros em documentos, inconsistências de dados ou falhas no cumprimento de exigências aduaneiras podem gerar multas e retenções. Riscos geopolíticos Conflitos, sanções e tensões comerciais impactam rotas logísticas e relações entre países. Como reduzir o risco cambial no comércio exterior? Para proteger a operação contra variações cambiais, algumas estratégias são essenciais: uso de hedge cambial contratos a termo planejamento financeiro integrado ao comex análise de cenários econômicos Essas práticas ajudam a preservar a margem e aumentar a previsibilidade do fluxo de caixa. Como mitigar riscos logísticos em 2026? A logística internacional exige mais planejamento e flexibilidade. Algumas ações importantes incluem: diversificação de modais de transporte planejamento antecipado de embarques monitoramento constante de rotas escolha de parceiros logísticos confiáveis A capacidade de adaptação é um diferencial competitivo nesse cenário. Como lidar com riscos regulatórios e de compliance? O ambiente regulatório está mais rigoroso e digitalizado. Para evitar problemas, é fundamental: manter documentação consistente e atualizada acompanhar mudanças em legislações internacionais garantir conformidade com exigências técnicas e sanitárias estruturar processos internos de governança de dados No Brasil, sistemas como Portal Único, DUIMP e LPCO exigem precisão e controle das informações. Qual o impacto do ESG e da rastreabilidade nas operações? Critérios ambientais e sociais passaram a ser determinantes para acesso a mercados internacionais. Empresas que não atendem a exigências de rastreabilidade, origem e sustentabilidade podem enfrentar restrições comerciais. Por outro lado, organizações que se adaptam ganham vantagem competitiva e ampliam oportunidades de negócio. Como a tecnologia ajuda na gestão de risco? O uso de tecnologia permite maior controle e previsibilidade nas operações de comércio exterior. Entre os principais benefícios estão: análise de dados para tomada de decisão identificação antecipada de riscos monitoramento em tempo real automação de processos operacionais A inteligência de dados transforma a gestão de risco em um processo mais estratégico e menos reativo. Como estruturar uma gestão de risco no comércio exterior? Uma gestão eficiente passa por algumas etapas fundamentais: mapeamento dos riscos da operação definição de políticas e processos internos criação de indicadores de monitoramento revisão periódica dos riscos integração entre áreas como logística, financeiro e comercial Essa estrutura permite decisões mais seguras e alinhadas ao cenário global. Quais são os erros mais comuns na gestão de risco? Alguns erros ainda comprometem muitas operações: falta de planejamento e análise de cenário dependência de controles manuais desatualização em relação a normas e regulamentações ausência de integração entre áreas escolha inadequada de parceiros logísticos Evitar esses pontos é essencial para reduzir vulnerabilidades. Checklist: como reduzir riscos no comércio exterior em 2026 revise contratos internacionais regularmente invista em tecnologia e automação acompanhe mudanças regulatórias diversifique fornecedores e mercados fortaleça processos de compliance capacite equipes envolvidas na operação implemente indicadores de desempenho Conclusão A gestão de risco no comércio exterior em 2026 exige uma abordagem estruturada, integrada e orientada por dados. Empresas que tratam o risco como parte da estratégia conseguem operar com mais segurança, eficiência e competitividade.  A CGVale atua como parceira nesse processo, oferecendo soluções integradas de logística em todas as etapas da cadeia de supply chain. Com foco em eficiência, redução de custos e cumprimento de prazos, contribui para operações mais resilientes e preparadas para os desafios do comércio internacional. Conheça a CGVAle A CG VALE é especialista em soluções integradas de logística com atuação em todo território nacional. Com foco em eficiência, ajuda empresas brasileiras a reduzir custos e cumprir prazos em suas operações de comércio exterior. Saiba mais em www.cgvale.com.br .
5 de maio de 2026
Empresas que começam o ano apenas executando tendem a reagir. Lidam com atrasos, custos inesperados e decisões tomadas sob pressão. Já as empresas que estruturam cenários iniciam o ciclo decidindo, com mais controle, clareza e capacidade de antecipação. No comércio exterior, essa diferença impacta diretamente a competitividade. O planejamento logístico anual é o que transforma operações instáveis em fluxos previsíveis. Mais do que organizar embarques, ele conecta estratégia, dados e execução ao longo de toda a cadeia. O que é planejamento logístico no comércio exterior e por que ele é decisivo Planejar a logística vai muito além de definir datas de embarque. Envolve revisar contratos, escolher modais, analisar riscos, prever custos e alinhar todos os elos da operação. Sem esse planejamento, a empresa fica exposta a variações de frete, congestionamentos portuários, mudanças regulatórias e oscilações cambiais. Com ele, é possível antecipar cenários e tomar decisões mais inteligentes ao longo do ano. Como a previsibilidade impacta custo, prazo e risco Previsibilidade não significa eliminar imprevistos, mas reduzir sua frequência e impacto. Quando a operação é previsível, a empresa consegue: Reduzir custos com armazenagem, demurrage e fretes emergenciais Aumentar a confiabilidade dos prazos de entrega Diminuir riscos operacionais e financeiros Melhorar o nível de serviço ao cliente No fim, previsibilidade é sinônimo de controle. Erros comuns de quem planeja no automático Muitas empresas acreditam que repetir o planejamento do ano anterior é suficiente. Esse é um dos principais erros. O cenário logístico global muda constantemente, e ignorar isso pode gerar prejuízos relevantes. Outros erros frequentes incluem: Não revisar contratos logísticos e acordos com fornecedores Ignorar sazonalidades e picos de demanda Desconsiderar riscos geopolíticos e operacionais Trabalhar sem indicadores claros de desempenho Como mapear o calendário logístico do ano Um bom planejamento começa com a leitura do calendário. Isso inclui identificar: Períodos de alta demanda no mercado internacional Feriados nacionais e internacionais que impactam operações Janelas críticas em portos e aeroportos Possíveis períodos de greve ou instabilidade Esse mapeamento permite distribuir melhor os embarques e evitar gargalos. Passo a passo para estruturar um plano logístico anual Para construir um planejamento sólido, alguns passos são essenciais: Revisar o histórico de operações e identificar gargalos Projetar volumes de importação e exportação Definir modais e rotas mais eficientes Negociar contratos com antecedência Criar cenários alternativos para situações críticas Esse processo transforma a logística em uma ferramenta estratégica, e não apenas operacional. Integração com fiscal, financeiro e estoque A logística não pode ser planejada de forma isolada. Ela impacta diretamente o custo total da operação, conhecido como landed cost, além do capital de giro e da gestão de estoques. Quando há integração entre áreas, a empresa consegue: Evitar excesso ou falta de estoque Planejar melhor o fluxo de caixa Reduzir custos tributários e operacionais Tecnologia e visibilidade em tempo real Em 2026, não há espaço para operações sem visibilidade. O uso de tecnologia permite acompanhar cada etapa do processo, com dados como: Status de embarques Previsão de chegada, ETA e saída, ETD Indicadores de desempenho logístico Essa rastreabilidade aumenta a capacidade de resposta e melhora a tomada de decisão. Métricas de previsibilidade Medir é essencial para evoluir. Algumas métricas importantes incluem: Variabilidade de prazo entre embarques Oscilação de custos logísticos Nível de cumprimento de prazos acordados Frequência de ocorrências operacionais Com esses dados, a empresa deixa de agir por percepção e passa a agir por evidência. Tendências que aumentam a previsibilidade O uso de analytics, inteligência artificial e simulação de cenários já é uma realidade. Essas ferramentas permitem prever riscos e otimizar decisões com base em dados históricos e projeções. Além disso, a digitalização de processos aduaneiros e a integração entre sistemas estão tornando as operações mais ágeis e transparentes. Comece o ano decidindo, não reagindo Estruturar o planejamento logístico anual é o que separa empresas que correm atrás de problemas daquelas que constroem vantagem competitiva. A CGVale atua como parceira estratégica nesse processo, oferecendo soluções integradas que conectam todas as etapas da cadeia logística com eficiência, previsibilidade e controle. Com o suporte certo, sua operação deixa de depender de sorte e passa a operar com inteligência ao longo de todo o ano. Conheça a CGVAle A CG VALE é especialista em soluções integradas de logística com atuação em todo território nacional. Com foco em eficiência, ajuda empresas brasileiras a reduzir custos e cumprir prazos em suas operações de comércio exterior. Saiba mais em www.cgvale.com.br .
27 de março de 2026
Empresas que começam o ano apenas executando tendem a reagir. Lidam com atrasos, custos inesperados e decisões tomadas sob pressão. Já as empresas que estruturam cenários iniciam o ciclo decidindo, com mais controle, clareza e capacidade de antecipação. No comércio exterior, essa diferença impacta diretamente a competitividade. O planejamento logístico anual é o que transforma operações instáveis em fluxos previsíveis. Mais do que organizar embarques, ele conecta estratégia, dados e execução ao longo de toda a cadeia. O que é planejamento logístico no comércio exterior e por que ele é decisivo Planejar a logística vai muito além de definir datas de embarque. Envolve revisar contratos, escolher modais, analisar riscos, prever custos e alinhar todos os elos da operação. Sem esse planejamento, a empresa fica exposta a variações de frete, congestionamentos portuários, mudanças regulatórias e oscilações cambiais. Com ele, é possível antecipar cenários e tomar decisões mais inteligentes ao longo do ano. Como a previsibilidade impacta custo, prazo e risco Previsibilidade não significa eliminar imprevistos, mas reduzir sua frequência e impacto. Quando a operação é previsível, a empresa consegue: Reduzir custos com armazenagem, demurrage e fretes emergenciais Aumentar a confiabilidade dos prazos de entrega Diminuir riscos operacionais e financeiros Melhorar o nível de serviço ao cliente No fim, previsibilidade é sinônimo de controle. Erros comuns de quem planeja no automático Muitas empresas acreditam que repetir o planejamento do ano anterior é suficiente. Esse é um dos principais erros. O cenário logístico global muda constantemente, e ignorar isso pode gerar prejuízos relevantes. Outros erros frequentes incluem: Não revisar contratos logísticos e acordos com fornecedores Ignorar sazonalidades e picos de demanda Desconsiderar riscos geopolíticos e operacionais Trabalhar sem indicadores claros de desempenho Como mapear o calendário logístico do ano Um bom planejamento começa com a leitura do calendário. Isso inclui identificar: Períodos de alta demanda no mercado internacional Feriados nacionais e internacionais que impactam operações Janelas críticas em portos e aeroportos Possíveis períodos de greve ou instabilidade Esse mapeamento permite distribuir melhor os embarques e evitar gargalos. Passo a passo para estruturar um plano logístico anual Para construir um planejamento sólido, alguns passos são essenciais: Revisar o histórico de operações e identificar gargalos Projetar volumes de importação e exportação Definir modais e rotas mais eficientes Negociar contratos com antecedência Criar cenários alternativos para situações críticas Esse processo transforma a logística em uma ferramenta estratégica, e não apenas operacional. Integração com fiscal, financeiro e estoque A logística não pode ser planejada de forma isolada. Ela impacta diretamente o custo total da operação, conhecido como landed cost, além do capital de giro e da gestão de estoques. Quando há integração entre áreas, a empresa consegue: Evitar excesso ou falta de estoque Planejar melhor o fluxo de caixa Reduzir custos tributários e operacionais Tecnologia e visibilidade em tempo real Em 2026, não há espaço para operações sem visibilidade. O uso de tecnologia permite acompanhar cada etapa do processo, com dados como: Status de embarques Previsão de chegada, ETA e saída, ETD Indicadores de desempenho logístico Essa rastreabilidade aumenta a capacidade de resposta e melhora a tomada de decisão. Métricas de previsibilidade Medir é essencial para evoluir. Algumas métricas importantes incluem: Variabilidade de prazo entre embarques Oscilação de custos logísticos Nível de cumprimento de prazos acordados Frequência de ocorrências operacionais Com esses dados, a empresa deixa de agir por percepção e passa a agir por evidência. Tendências que aumentam a previsibilidade O uso de analytics, inteligência artificial e simulação de cenários já é uma realidade. Essas ferramentas permitem prever riscos e otimizar decisões com base em dados históricos e projeções. Além disso, a digitalização de processos aduaneiros e a integração entre sistemas estão tornando as operações mais ágeis e transparentes. Comece o ano decidindo, não reagindo Estruturar o planejamento logístico anual é o que separa empresas que correm atrás de problemas daquelas que constroem vantagem competitiva. A CGVale atua como parceira estratégica nesse processo, oferecendo soluções integradas que conectam todas as etapas da cadeia logística com eficiência, previsibilidade e controle. Com o suporte certo, sua operação deixa de depender de sorte e passa a operar com inteligência ao longo de todo o ano. Conheça a CGVAle A CG VALE é especialista em soluções integradas de logística com atuação em todo território nacional. Com foco em eficiência, ajuda empresas brasileiras a reduzir custos e cumprir prazos em suas operações de comércio exterior. Saiba mais em www.cgvale.com.br .